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Os 3 exoplanetas mais estranhos do universo

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Créditos imagem: Bill Lile no Flickr

Se pensarmos no tamanho e na idade da Terra em relação à imensidão insondável do universo, chegamos facilmente à conclusão que sabemos muito pouco sobre o cosmos. Isto significa que as descobertas científicas actuais apenas conseguem revelar de forma muito superficial um pouco dos mistérios do universo.

Com feito, os últimos avanços e investigações estão continuamente a repensar as teorias já existentes, a formulação de novos paradigmas e a descoberta de lugares que pareciam impossíveis de existir há apenas 50 anos atrás. Por este motivo vamos convidar-te a fazer um passeio pelos exoplanetas mais estranhos do universo.

 

3 – Um planeta com 4 sóis

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Créditos imagem: Haven Giguere/Yale/Via: NASA

Lembras-te dos filmes da “Guerra das Estrelas”? Aparentemente, George Lucas não estava muito longe da realidade quando imaginou o planeta Tatooine com dois sóis no céu diurno. Com efeito, a realidade supera mesmo a ficção, já que no planeta PH1 pode-se observar até 4 estrelas.

Neste caso, falamos de um planeta que orbita em volta de um sistema binário, que por sua vez tem outro similar a girar à sua volta. Ou seja, um planeta que gira em torno de duas estrelas que por sua vez têm outras duas estrelas a orbitar. Este fenómeno é conhecido como sistema planetário circumbinário duplo, e é realmente estranho.

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Créditos imagem: Trifonov_Evgeniy/Istock/Thinkstock

De qualquer forma, a vida em PH1 tal como a conhecemos é impossível, já que é um planeta gigante formado por gás com um raio mais de 6 vezes superior ao da Terra e uma massa 170 vezes superior. A umas 1000 UA (uma UA são 150 milhões de quilómetros, a distância da Terra ao Sol) de distância encontra-se o segundo sistema binário do corpo gasoso.

 

2 – Os planetas mais próximos entre si

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Créditos imagem: Natalia Lukiyanova/Hemera/Thinkstock

Desta vez vamo-nos deter em dois peculiares planetas, Kepler 36c e Kepler 36b. Ambos orbitam uma estrela a distâncias muito semelhantes. O primeiro fá-lo a uns 19 milhões de quilómetros, enquanto o segundo está a uns 17,5 milhões de quilómetros.

Isto quer dizer que a cada 97 dias aproximadamente, sofrem una conjunção, sendo a distância entre ambos os corpos de apenas uns 2 milhões de quilómetros. Se pudéssemos ver este fenómeno a partir de Kepler 36b, observaríamos Kepler 36c como um corpo gigante no céu quase três vezes maior do que a Lua. No caso contrário, o tamanho seria semelhante ao do nosso satélite natural.

 

1 – Planetas que orbitam um pulsar

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Créditos imagem: NASA, BRAD HANSEN (UCLA), HARVEY RICHER (UBC), STEINN SIGURDSSON (PENN STATE), INGRID STAIRS (UBC), AND STEPHEN THORSETT (UCSC).

Até há poucos anos isto seria impensável. Pensava-se que as estrelas de neutrões ou pulsares, por terem sido originadas por supernovas, já teriam destruído durante a sua explosão todos os corpos perto de si. No entanto, PSR B1620-26 parece mostrar que isso é mentira.

Localizado na constelação de Escorpião, um cúmulo conhecido como M4 que foi formado por um pulsar, uma estrela anã branca e um planeta cuja massa é superior à de Júpiter. Um fenómeno estranho e fascinante.

Isto é realmente majestoso, não?

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