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O violino de Osaki e as aranhas

aranhasAs aranhas sempre despertaram no ser humano uma grande curiosidade. Deixando de lado a aracnofobia, estes animais já mostraram muitas vezes serem dignos de lhes prestarmos alguma atenção.

Não é a primeira vez que fazemos referência à teia de aranha, esse pequeno milagre da natureza, o qual segundo alguns cientistas, apresenta uma força e resistência maiores do que o aço. No entanto, deverá certamente ser a primeira vez que se ouve falar da utilização da teia de aranha e do mundo da música poderem estar ligados (não contam as teias de aranha nos palcos).

Música + aranhas = uma imensidão de possíveis combinações se deixarmos voar a nossa imaginação. E foi precisamente isso que terá pensado o químico japonês Shigeyoshi Osaki, da Universidade Médica de Nara (Japão). Osaki usou seda da aranha Nephila maculata para nada mais, nada menos do que fabricar as cordas de um violino.

Longe de temer parecer ousado ou de ser rotulado como “cientista louco”, não é a primeira vez que Osaki apresenta teorias deste género. Já anteriormente, o reputado cientista japonês defendeu que a seda da aranha seria um óptimo material para a fabricação de instrumentos cirúrgicos e coletes anti bala, por exemplo. No entanto, foi a sua grande paixão pela música que o levou a tentar esta experiência. Segundo o próprio, o som resultante é suave e profundo, embora subtilmente diferente do emitido por um violino clássico, ou pelo menos aos ouvidos de um violinista profissional.

Osaki defende ainda que na montagem de um violino, ficam muitos espaços vazios entre as fibras, coisa que não acontece quando é usada a fibra da teia de aranha no processo de fabricação do mesmo, uma vez que a seda da teia de aranha permite obter filamentos mais resistentes.

Mais ainda, Osaki defende que as virtudes da teia de aranha têm ainda permitem outras aplicações, dada a sua resistência que consegue suportar um peso de 600 quilos sem se esticar.

Para as mentes mais incrédulas ou curiosas, os estudos deste químico estão publicados na revista Physical Reviews Letters. Definitivamente a natureza nunca deixa de nos surpreender!

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