Edgar Allan Poe

O que Edgar Allan Poe sabia sobre a origem do Universo

Edgar Allan Poe Muitos conhecem Edgar Allan Poe pelas suas incríveis histórias de terror e mistério, as quais, para além de transmitirem emoções, também nos mostram o melhor que podemos encontrar na história da literatura. No entanto, poucos saberão que existe um livro intitulado Eureka, publicado em 1848, que Poe definiu como “Um poema em prosa”. Aqui podemos apreciar a sua visão muito particular sobre a criação do universo, que apesar da sua época e pouco conhecimento cosmológico, é muito interessante.

Durante muitos anos Eureka foi uma obra esquecida e não tida em conta dentro da obra de Poe. Segundo T.S. Elliot é porque “estamos conscientes da falta de qualificações de Poe em filosofia, teologia e ciências naturais”.

Edgar Allan Poe

Não estava assim tão longe

Poe escreveu este livro 80 anos antes dos investigadores do século XX terem desenvolvido a teoria actual sobre a criação do Universo. Enquanto na sua época se falava de um universo infinito e estático, ele afirmou que teria sido criado a partir de “uma partícula primordial” num “flash instantâneo”.

A teoria do Big Bang apenas se tornou conhecida nos anos 60, mas Poe já apresentava uma ideia próxima em pleno século XIX. Claro que muitos dos dados estavam errados, como por exemplo quando diz que o Universo explodiu num espaço previamente vazio. No entanto, isso não diminui em nada a sua linha de pensamento.

big bang

Novas Ideias

A formação do Universo a partir de uma única partícula da qual provém os átomos de que é feita toda a matéria, é uma ideia inovadora para a época. Também fala que o universo se está a expandir e dá uma descrição muito aproximada sobre os buracos negros.

Alguns consideram que estes tipos de pré-descobertas são comuns na história. No entanto, a diferença está no facto dos investigadores actuais criarem as suas teorias com base em coisas encontradas e observadas. As pré-descobertas fazem-se com base em algo que ainda ninguém viu, e ainda menos conseguiu provar.

Muitas destas pré-descobertas acabam por ser confirmadas na realidade, pelo que não devem ser descartadas facilmente. Alexander Friedmann, a quem são dados os créditos por inferir a expansão do Universo das teorias de Einstein, era um ávido leitor de Edgar Allan Poe.

Este livro é interessante não só por ter feito previsões acertadas, apenas confirmadas muitos anos depois, mas também porque Poe o escreveu como um poema, pensando no sentido estético. No entanto, acabou por descobrir que o seu pensamento não era simples e que tinha capacidade para visualizar cientificamente, apesar da sua falta de conhecimento cosmológico.

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