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Porque é que os terroristas continuam a atacar a França?

terrorismoNo passado 14 de Julho enquanto os franceses celebravam o seu feriado nacional, um atentado terrorista voltou a pintar com sangue as ruas do país, mais especificamente a cidade de Nice, o último de uma série negra.

Mas porque é que a França é um alvo tão apetecido para os terroristas? Existem várias razões que tornam a França num objectivo bastante apreciado, desde os seus costumes e valores, à intrincada mistura e forte racismo, principalmente para com os imigrantes que chegaram nas últimas décadas.

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Porque é que os terroristas atacam a França?

Quando pensamos em França vem-nos à cabeça a Torre Eiffel, museus, sofisticação, paisagens e costumes que celebram a cultura ocidental, um país bastante liberal em costumes, mas que esconde um intrincado sistema social onde a separação racial e o ódio entre facções é cada vez maior.

A cidade de Paris conhecida pelos turistas é muito diferente da realidade francesa, onde os imigrantes, especialmente os provenientes de países muçulmanos, vivem em condições que mais parecem ser do terceiro mundo. Ainda assim o governo gaulês participa no combate militar contra o Daesh, o autodenominado “Estado Islâmico”.

Tanto em Paris como noutras cidades francesas, existem bairros que são verdadeiros guetos onde convivem pessoas que imigraram de países em guerra, muitos dos quais professam a religião muçulmana (que nada tem a ver com terrorismo), mas que muito dificilmente conseguem uma integração real na sociedade francesa.

Os seus filhos, já nascidos em França, são obrigados a conviver com uma discriminação que aumenta todos os dias graças às medidas dos sucessivos governos. São franceses de nascimento, mas não se sentem assim, mas também não abraçam a cultura de onde são naturais os seus pais.

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Isolamento e radicalização: a melhor forma de recrutar terroristas

A situação vivida pelos jovens muçulmanos em França é crítica. Não vêm de famílias que pratiquem um Islão extremista, mas devido à sua falta de sentido de pertença e à necessidade de sentir que fazem parte de algo, são presa fácil para a lavagem de cérebro feita pelas organizações terroristas.

Países como a França e a Bélgica, precisamente os mais afectados pelos últimos ataques terroristas, são o principal mercado de recrutamento de voluntários para estas organizações. Alguns chegam mesmo a viajar até territórios controlados pelo Daesh e outros recebem treino no terreno, muitas vezes até pela Internet.

Estes jovens que encontram no islamismo extremista e muito separado da real religião muçulmana, um propósito pelo qual estão dispostos a dar a vida. Por isso não têm quaisquer problemas em realizar atentados suicidas porque acreditam que ao morrer como mártires irão ser recompensados.

Ódio racial, xenofobia, isolamento e valores que contradizem tudo o que o Daesh diz combater, são a receita perfeita que tem tornado a França na vítima perfeita para atentados como os ocorridos o ano passado e no passado dia 14 de Julho, onde morreram mais de 80 pessoas.

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