red sprites e blue jets

Os duendes vermelhos das tempestades – Red Sprites e blue jets

red sprites

As trovoadas e as suas manifestações eléctricas são sempre um fenómeno impressionante, mas conforme foi possível constatar nas últimas décadas, estas manifestações da força da natureza ainda têm muitos tesouros escondidos por descobrir. Embora tenham sido descobertos à pouco mais de duas décadas, nem os chamados Red Sprites nem os Blue Jets se deixam ver com facilidade, e na maioria das filmagens foi mesmo necessária a intervenção de aviões e do Vaivém Espacial da NASA para se conseguir visualizá-los. Tanto os red sprites como os blue jets estão relacionados intimamente com as trovoadas e os seus fenómenos eléctricos.

Embora não tenha sido registada a sua existência até aos anos 90 do século passado, este fenómeno foi previsto por um físico escocês chamado Charles Thomson Rees Wilson. Pese embora os testemunhos de pilotos durante várias décadas, não se conseguiu obter qualquer prova visual até 1989, ano em que tal foi possível graças a uma investigação da Universidade do Minnesota. A descoberta e confirmação do que havia sido afirmado por Wilson deram lugar a novos estudos a partir de 1994.

Segundo os estudos, os red sprites são relâmpagos de carga positiva cuja luz toma uma coloração avermelhada, que se formam nas zonas superiores (entre os 65 e os 75 kms de altura) das trovoadas dos raios com carga eléctrica positiva. O nome deste fenómeno foi dado em 1993, e embora tenham sido propostos outros nomes mais descritivos (como relâmpago superior ou descarga nuvem-estratosférica), a natureza esquiva e misteriosa destes fenómenos levou à manutenção do nome red sprite (duende vermelho).

Outra das suas características é apresentarem-se geralmente em grupos ou cúmulos (como na foto), e sob a zona mais iluminada estendem-se estruturas filamentosas que se podem estender para baixo, alcançando os 40 km de comprimento. O volume que podem abarcar é de cerca des 10.000 km3. Os red sprites apresentam-se como um flash de baixa intensidade, comparável ao das auroras boreais, e cuja duração é de apenas alguns milissegundos. Elas projectam na direcção da superfície da Terra, os “tendrils” e para o espaço, “branches” (ramos) que podem chegar aos 90 km de altitude.
É possível observar a olho nu os red sprites, mas sendo fenómenos extremamente rápidos, passam facilmente despercebidos, ainda para mais tendo brilho superficial baixo.

red sprites e blue jetsProvavelmente aqueles pequenos “flashes” de luz avistados em céus escuros durante a madrugada poderá ser um despercebido sprite!
Os “gigantic jets” foram descobertos em 2002. É sabido que, numa fase inicial, o jacto viaja a velocidades da ordem dos 50 000 m/s de uma forma muito similar a um típico “blue jet” contudo, depois divide-se em dois… e aceleram para os 250 000 m/s até à ionosfera/termosfera onde eles espalham um fortíssimo brilho luminoso.

Mas uma vez que uma imagem vale mais do que mil palavras, aqui fica um vídeo ilustrativo dos red sprites:

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