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O que são fetiches?

Embora se ouça falar muito de fetiches, muitos ainda ignoram o significado desta palavra. A palavra fetiche é proveniente do termo “feitiço”, que significa encantamento ou magia. Daí que se dê o nome de fetiche a objectos aos quais se atribui poderes sobrenaturais.

Ao que parece este vocábulo terá sido importado pelos marinheiros portugueses que vinham das suas viagens por África e que assim se referiam à bruxaria ou magia feita pelos nativos da região da África Ocidental. O escritor Charles de Brosses usou a palavra fetiche na sua obra “Le Culte Fétiches des Dieux” (1760). Na altura chamavam-se assim os amuletos, talismãs e outros objectos que eram venerados e adorados nas religiões africanas e sul-americanas.

Hoje em dia, os fetiches simbolizam a energia divina que pode ser captada e reutilizada. A tradição atribui a magia dos fetiches às forças da natureza e é por isso que normalmente se vêem as conchas, pedaços de madeira ou seixos do mar como representação destas forças.

Nas culturas indígenas, os “ngangas” (curandeiros) usam estes fetiches para curar doenças graças às faculdades sobrenaturais que apresentam. Assim, o poder não recai tanto no objecto em si, que passa a converter-se em transmissor ou ponte, mas no curandeiro, que é quem verdadeiramente tem esse poder.

Deste modo, muitos povos acreditam que a eficácia destes amuletos vem do próprio objecto, enquanto outros o atribuem a um Deus que habitaria nesse tal fetiche. O poder do fetiche varia em função do nível de energia que capta.

A sua eficácia pode diminuir com o passar do tempo. Nesses casos pode voltar a recuperar a sua força original graças a oferendas ou feitiços, dependendo do povo indígena.

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