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O primeiro censo da vida marinha revela novas e raras espécies

O Primeiro Censo da Vida Marinha (CVM), dado a conhecer em Londres envolveu dez anos de investigações a cargo de 2.700 cientistas de todo o mundo, e revelou uma maior diversidade e conexão entre os oceanos do que se esperava.

O censo é um dos projectos científicos internacionais mais importantes realizados até ao momento, no qual os especialistas estiveram envolvidos com mais de 9.000 dias em 540 expedições oceânicas, além de inúmeros dias de trabalho em laboratórios e arquivos marinhos.

O trabalho mostra a grande diversidade e abundância de todos os tipos de vida marinha, desde os micróbios às baleias, desde os pólos até aos trópicos e das costas aos fundos abissais.

A diversidade foi demonstrada pelos quase 30 milhões de observações realizadas de 120.000 espécies, organizadas pelo Sistema de Informação Biogeográfico do Oceano (OBIS).

A conexão entre os oceanos foi seguida através de um seguimento exaustivo das migrações e pela constatação da ubiquidade de numerosas espécies em águas de todo o mundo.

Não obstante, as comparações deste censo com antigos documentos, nos quais se refere a riqueza inesgotável dos mares, mostram que há “um declive generalizado da abundância marinha”, sendo uma excepção a recuperação de espécies.

Neste sentido, o censo também é indicativo de que os oceanos “estão mais alterados do que se esperava” como consequência da contaminação causada pela actividade humana.

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