Não Há Ninguém Normal

Não Há Ninguém Normal, Somos Todos Esquisitos e Estranhos

Não Há Ninguém NormalQuem nunca sentiu ser uma “ave rara” pelo menos uma vez na vida? Já tiveste alguma vez a sensação que não eras normal? Então tens que saber que não se passa nada de errado contigo. Na verdade, essa sensação é mais normal do que pensas. Sentir que somos diferentes é algo natural e normal, até porque não existe o que é suposto ser “normal”.
Num estudo feito no ano passado, investigadores da Universidade de Yale chegaram a uma conclusão, a uma verdade gritante: os seres humanos são apenas um monte de “monstros”, mas isso não é nada que nos deva preocupar. Com efeito, felizmente que é assim e é assim que tem de ser.

Não és normal, e depois?

Agora que estamos tão próximos das respostas, temos a certeza que já pesquisaste no Google, pelo menos uma vez, respostas a questões tão desconcertantes como: qual é a hora normal de deitar? É normal falar com o meu cão? É normal dormir com um urso de peluche? Essas pesquisas foram feitas para saber se eras ou não uma pessoa normal.
O estudo de 2018 realizado por Avram J. Holmes e Lauren M. Patrick, investigadores da Universidade de Yale, garante que não há nada “normal”, nem para as pessoas, nem para os cérebros destas.
Segundo o relatório “a otimalidade na neurociência clínica”, isso é apenas e somente um mito. Em contrapartida, a variedade e a mudança são tremendamente mais comuns do que pensávamos. Para além disso, essa variedade e essas mudanças são bastante necessárias e quase imprescindíveis para a evolução da espécie humana.
Não estamos a querer dizer que o facto de não seres normal, que está tudo bem. Mas esta investigação tem implicações interessantes para a psiquiatria e na forma como as doenças mentais devem de ser tratadas. A equipa de investigação disse:
“Aqui não há um perfil universalmente óptimo de funcionamento cerebral. As forças evolutivas que compõem a nossa espécie seleccionam uma diversidade assombrosa de condutas humanas. Propomos que, em vez de examinar as condutas de forma isolada, psiquiátrica, que as doenças se possam entender melhor através do estudo de domínios de funcionamento e padrões complexos associados de variação através de sistemas cerebrais distribuídos “.
Seguramente que chegados a este ponto, ficámos com algumas dúvidas: Se não há nada normal, então, não há nada de estranho em comer 25 hambúrgueres de uma só vez ao pequeno-almoço? A sério? Na realidade, o que não é correcto é a forma como é colocada a pergunta. Não existe uma forma correcta ou uma forma incorrecta de ser um ser humano, e o conceito “normal” nada mais é do que um termo relativo que depende do tempo, do lugar e até mesmo das circunstâncias.
À margem de ser ou não normal comer 25 hambúrgueres logo de manhã cedo, o que é verdade é que não é um comportamento saudável, nem física, nem mentalmente. Se for o caso de estiveres a participar numa competição para ganhar o Recorde Guiness de quem come mais hambúrgueres, então as circunstâncias mudam. Continuaria a ser uma coisa pouco saudável fisicamente, embora nesse caso as circunstâncias tornassem isso um pouco mais “normal”, já que se houver alguém a tentar ser o melhor comedor de hambúrgueres do mundo, então será lógico e “normal” que tente comer o maior número possível.
Seguindo com o exemplo dos hambúrgueres, o facto de comer semelhante quantidade, sob essa circunstância, não deveria colocar-te automaticamente na categoria de “pessoa com um problema mental“, nem devia fazer-te pensar que não és uma pessoa normal.
Holmes explicou que:
“O que argumentamos é que não existe um padrão universal e incondicionalmente óptimo da estrutura ou função do cérebro. Portanto, a fronteira que separa a saúde da doença não se pode traçar de forma limpa através de um único comportamento ou aspecto da função cerebral. O isolamento, qualquer traço de conduta, psicológico ou neurobiológico dado não ser habitualmente bom ou mau, mas o contexto em que se encontra uma pessoa, a sua idade, a sua rede social e o meio podem ter uma grande influência nos custos e benefícios de traços de personalidade particulares”.
Holmes também enfatiza na forma como nos afecta o facto de sermos ou não normais. Se esses comportamentos estranhos que tens te fazem sentir mal ou incomodado, então tenta encontrar ajuda psiquiátrica. Mas, se pelo contrário, és feliz com eles, então quem se pode atrever a dizer que a tua “anormalidade” é algo mau?
Este foi o nosso artigo sobre a sensação que num dado momento podes ter de que não és normal. A psicologia humana é muito complexa e tentámos explicar que se tens essa sensação, então isso não é nada que valha a pena preocupar-te, já que as regras do que é normal e do que não é, já estão pré-estabelecidas e dependem das circunstâncias que nos rodeiam, tal como referimos anteriormente.
O que achaste deste artigo? Achas que não és normal? Se é o teu caso, então gostaríamos de saber quais são os teus comportamentos estranhos e como costuma ser o teu dia-a-dia.
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