Homossexualidade: Natural ou antinatural?

Homossexualidade: Natural ou antinatural?

Como é sobejamente conhecido, o tema da homossexualidade tem sido e continua a ser motivo de discussão em relação às suas origens e causas. Na mente de algumas pessoas a homossexualidade é um comportamento contra natura, uma aberração, ou mesmo um vício, tudo fruto da degradação do ser humano.

Outros, com uma capacidade mental um pouco mais desenvolvida, dizem que ninguém se torna homossexual do dia para a noite, mas que se nasce com esta condição porque está nos respectivos genes. Isto poderia ser uma espécie de mutação genética durante o desenvolvimento do feto, uma alteração que influencia toda a sua conduta futura.

Por último existe a teoria, que penso será a mais acertada, que define o comportamento homossexual como algo inato, uma tendência natural que nada tem a ver com o “pecado”, nem com as alterações genéticas. Com efeito, a atracção pelo mesmo sexo também acontece no mundo animal. Até agora foi possível comprovar este comportamento em pelo menos 1.500 espécies, de pequenos mamíferos a aves e insectos.

Esta descoberta não é assim tão recente como parece (Aristóteles já o descreveu na sua época observando as hienas). Não se vê isto nos documentários ditos “normais” porque ainda é um tema tabu, e os cientistas que se dedicam ao tema não só não conseguem explicá-lo, como ainda temem ser ridicularizados e estigmatizados por parte dos próprios colegas.

No entanto, os animais não ligam a estas questões éticas tal como faz o ser humano. Simplesmente manter relações com quem lhes apetece faz parte da sua natureza, como forma de estabelecer contacto com os outros e da sua vida social, e não são julgados, descriminados e marcados pelos seus congéneres.

Há espécies que apenas experimentam este tipo de relação de forma ocasional e outras ao longo de toda a vida. Obviamente que esse comportamento não contribuiu para a extinção da espécie, já que isso não os impede de procriar. O exemplo mais conhecido é o dos bonobos, também conhecido como chimpanzé pigmeu. Tanto os machos como as fêmeas relacionam-se com o próprio género como com o oposto. É uma tendência natural da espécie.

Curiosamente, o investigador Peter Böckam, afirma que as espécies mais pacíficas são aquelas em que se pratica habitualmente a homossexualidade. Se esta conduta fosse pecaminosa, uma grande quantidade de espécies estaria condenada ao fogo do inferno, algo que soa um tanto ridículo.

Espécies tão próximas geneticamente do homem como os primatas, onde primam as relações entre o mesmo sexo, poderia ser uma prova de peso para afirmar que a homossexualidade faz parte do ser humano e que é totalmente natural.

Existe a crença errada de que este tipo de relações é comportamento exclusivo da raça humana. O que é único e exclusivo do ser humano é o costume de criminalizar todo aquele que sai dos preceitos morais e religiosos: a isso chama-se homofobia. Seguramente que se os bonobos soubessem isso que se ririam de nós, humanos.

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