Curiosidades sobre os chimpanzés

Curiosidades sobre os chimpanzés

Os chimpanzés são uma das espécies animais que mais simpatia desperta no ser humano. Talvez devido à sua proximidade na cadeia evolutiva ou às brincadeiras que estes símios fazem com frequência, raro é o visitante de um zoo que não dedica vários minutos a observar as suas proezas. O certo e que existem certos comportamentos dos chimpanzés que dificilmente podem passar despercebidos.

Muitos chimpanzés lançam fezes aos seus semelhantes. Isto, ao contrário do que possa parecer, é um sinal de inteligência. Recentes estudos mostraram que os chimpanzés que têm este costume curioso têm o hemisfério esquerdo cerebral mais desenvolvido do que aqueles que não adquiriram essas ditas habilidades. Como esta região do cérebro é a responsável directa da fala, acredita-se que esta “mania” dos chimpanzés de lançar objectos é um claro precedente do desenvolvimento da linguagem como nos seres humanos. As investigações observaram que os melhores lançadores eram além disso os melhores comunicadores.

Um chimpanzé bocejando é uma imagem relativamente frequente e recorrente. Tal como nas pessoas, o bocejo é contagiante entre os chimpanzés. Este não é apenas um sintoma de tédio ou de cansaço, mas uma forma de conexão social: os chimpanzés bocejam com maior frequência se virem membros da sua “família” a bocejar do que se virem um individuo desconhecido para eles. Isto quer dizer que os chimpanzés têm uma capacidade de empatia superior à habitual em outros animais.

Por outro lado, é curioso observar como estes animais têm a sue própria concepção da morte. Um estudo publicado na revista American Journal of Primatology mostrou o exemplo de uma fêmea que perdeu a sua cria e que continuou a carregar o corpo inerte durante mais de um dia. Decorrido esse período, depositou o corpo no chão, na clareira de uma floresta. Após se aproximar varias vezes do cadáver, tocou-lhe com as mãos na cara e no pescoço, levando-o de seguida para junto do resto do grupo, que o começou a examinar. 24 horas depois, a mãe mentalizou-se finalmente que o filho morrera e já não o transportou mais.

Apelativo é também o facto dos chimpanzés jovens possuírem uma memória maior do que o ser humano. Estamos a falar da memória a curto prazo: esta classe de primatas é capaz de memorizar por um breve período de tempo series numéricas, processo onde parece serem mais eficientes do que os seres humanos.

Os chimpanzés pigmeus sabem dizer “não“. Com um gesto da cabeça, por exemplo, uma chimpanzé pode expressar ao respectivo filhos que desaprova um determinado comportamento. Além disso os chimpanzés ainda têm brinquedos. Dependendo do seu sexo, os chimpanzés jovens jogam de uma forma ou de outra. As fêmeas costumam muitas vezes aproveitar pedaços de madeira que usam como se fossem bonecas, cuidando delas, tal como uma mãe cuida das suas crias.

Como podemos ver, a inteligências dos símios é demonstrada de várias formas. Não só são capazes de responder a estímulos externos como também após um breve raciocínio desenvolvem padrões de convivência de tal forma aperfeiçoados que apenas o ser humano tem.

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