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Como soa a voz humana no espaço

espaçoCrianças. No fundo, todos temos alma de criança. Uma parte da nossa infância permanece em nós, não nos abandonando nunca por mais anos que passem. Permanece ali, como um tesouro, adormecida, para quando menos esperarmos nos surpreender quando damos por nós a divertir-nos com bolas coloridas, lutas de almofadas, corridas inocentes…

Por exemplo, ficamos fascinados e sorrimos automaticamente quando a nossa voz se modifica com o hélio. Mas, será que já alguma vez, movidos por esse espírito inquieto, por essa curiosidade infantil que se apodera de nós sem pedir licença, pensaram em como soaria a voz noutro planeta?

Como o ritmo a que avança a tecnologia é inexplicavelmente vertiginoso, não seria talvez loucura que, antes do que possamos imaginar, nos encontremos a reservar um bilhete para Marte, por exemplo. Como seria ali a nossa voz? Seria igual à Terra? Soaria da mesma forma?

Estas mesmas perguntas foram colocadas a um grupo de investigadores da Universidade de Southampton (Reino Unido). Depois, estes cientistas através das leis da matemática e da física tentaram recrear os sons de outros mundos (relâmpagos em Vénus, ventos em Marte…).

Para o efeito, modularam os efeitos causados pelas diferentes atmosferas, temperaturas e pressões sobre a voz do ser humano. Graças à sempre útil informática e às suas milhentas aplicações, com um software capaz de transformar um som humano emitido em nosso planeta, para tentar explicar como seria este som no espaço exterior.

Segundo Tim Leighton, impulsor deste projecto, o tom de uma voz em Vénus seria muito mais grave e profundo do que na Terra “devido à atmosfera densa do planeta. Significa isso que as cordas vocais vibram mais lentamente através dessa sopa gasosa da atmosfera venusiana”. O britânico acrescenta ainda que ali a velocidade do som é mais rápido do que no nosso planeta, ou seja, que a nossa voz ali seria “como a de um estrumfe com voz grave”.

Para regozijo dos mais curiosos, estes sons podem ser escutados na exposição “Voo através do Universo”, no Planetário Astrium em Winchester (Reino Unido). O professor Leighton é da opinião de que “na actualidade, os planetários mostram imagens dos corpos do sistema solar, mas não existe informação acerca do som no Universo. O ser humano estará mais próximo do que se possa imaginar do som espacial”.

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