Chuva de objectos

Chuva de objectos e outras coisas estranhas

Chuva de objectos

Por vezes a natureza alia-se com a sorte e prega-nos partidas, dando lugar a fenómenos misteriosos alguns dos quais ainda sem qualquer explicação lógica. É o caso de algumas chuvas onde cai algo mais do que água. Talvez o mais estranho destes casos e que mais confusão causa a quem tenta esclarecer as suas causas seja o facto da maioria dos casos estarem relacionados com uma determinada espécie. As chuvas de animais são atribuídas à influência de ventos fortes e também de trombas de água, que elevam grupos de animais até grandes alturas, para depois os depositar noutro local.

Os três tipos mais frequentes são as chuvas de peixes, de batráquios (rãs e sapos) e as de aranhas, embora também exista registos de casos mais inquietantes relacionados com serpentes (em Memphis, nos Estados Unidos, ratos (em Bergen, na Noruega), pássaros mortos (em St. Mary´s City, Estados unidos) e até mesmo de carne e sangue (em Caçapava, Brasil). Embora possa parecer algo muito estranho, a verdade é que se tem registado um grande número casos um pouco por todo o mundo e durante a historia da humanidade. Há mesmo relatos em antigos textos religiosos, onde estes factos estranhos são entendidos como uma amostra do poder dos deuses.

 

Vejamos dois dos casos mais bem documentados, um dos mais típicos e outro dos mais estranhos:

 

  • Vamos em primeiro lugar viajar até ao dia 15 de Agosto de 1968, quando varias pessoas que conduziam as suas viaturas entre Caçapava e São José dos Campos (Brasil) se viram envolvidos numa estranha tempestade que teve apenas sete minutos de duração. Estranha por duas razões, a primeira foi não o facto de quase não haver nuvens no céu, e a segunda foi ter caído do céu sangue e bocados de carne e não água. No dia seguinte as autoridades examinaram o local e encontraram provas do que fora relatado pelos assustados condutores, ou seja, pedaços de carne entre 5 e 15 centímetros, uma carne com uma cor entre o rosa e o vermelho que apresentava uma textura esponjosa, distribuída quase uniformemente por uma extensão de cerca de 1 km2. Embora as autoridades tenham tentado explicar o sucedido, procurando possíveis aviões que tivessem cruzado o espaço aéreo na altura da “chuva” ou até mesmo se teria havido grupos de abutres, mas finalmente tudo acabou arquivado sem ter sido encontrada qualquer explicação satisfatória para o fenómeno.

 

  • Outro destes estranhos casos deu-se em Londres no dia 5 de Maio de 1848, quando a partir das 17:00 horas o céu escureceu e começou soprar um vento forte enquanto começava a chover. Até aqui tudo normal, mas pouco depois os londrinos ficaram estupefactos quando verificaram que aquela chuva trazia consigo uma enorme quantidade de peixes prateados, com cerca de 15 centímetros de comprimento e dotados de grandes barbatanas. Passado o susto inicial, as pessoas tentaram identificar aquela espécie de peixe, mas não foi possível nessa altura determinar qual era, nem havia registos de nada parecido, tendo então sido decidido enviar amostras para universidades de todo o mundo. A grande surpresa acontece quando receberam uma resposta da Faculdade de Ciências Naturais do Cairo, que informou que aqueles peixes pertenciam a uma espécie (Zeus Faber ou Peixe São Pedro) que vive nas águas do Mar da Galileia.

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