Rape-aXe – o preservativo anti-violação

A médica sul-africana Sonnet Ehlers passou 40 anos perturbada com uma triste história. Ela atendeu uma mulher vítima de violação quando estava de serviço no hospital, que estava tão magoada que a médica a classificou como “morta viva” e não conseguiu salvar a vida dela, porém jurou que faria algo para impedir que coisas assim voltassem a acontecer de novo, e cumpriu sua promessa criando a Rape-aXe (“Rape”, em inglês, é violação e “Axe” é machado).

Em 2005 desenvolveu um preservativo feminino (de látex) que evita a violação. Ele funciona do seguinte modo: A mulher insere a camisinha como se fosse um tampão na vagina e seus “ganchos” ou “dentes” não entram em contacto com a vagina, pois ficam por dentro da camisinha. Eles são afiados como uma navalha e caso um homem queira introduzir o seu pénis na vagina da mulher, a Rape-aXe prende e corta. Caso isso aconteça, só dá para retirar com uma cirurgia, obrigando o possível agressor a se entregar.

Apesar de ser desconfortável para quem usa, a camisinha não causa nenhum dano à mulher.

Como a África do Sul tem um dos maiores índices de violações do mundo, Sonnet doou 30 mil unidades para serem distribuídas durante o campeonato de futebol da África do Sul, mas normalmente esta camisinha deve custar cerca de 2 dólares.

Claro que sempre há críticos, e eles dizem que a camisinha é uma “arma medieval” e que pode trazer riscos às mulheres, mas a médica acredita que sendo usada em situações de insegurança, pode inibir os potenciais violadores.

Para saber mais sobre a Rape-aXe, camisinha anti-violação, visite o site oficial

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