Porquê e desde quando a cor rosa é para as raparigas e o azul para os rapazes?

roupa de bebéQuando vemos um bebé vestido com roupa cor-de-rosa, a lógica diz-nos que se trata de uma rapariga, mas se for azul o mais provável é que seja rapaz, pois assim ditam as normas culturais.

Mas por que razão o rosa é usada pelas raparigas e o azul pelos rapazes? A verdade é que a atribuição destas cores para identificar um determinado sexo é relativamente nova e até há pouco tempo as coisas até eram ao contrário.

azul para rapazes

Desde quando e porquê a cor rosa é para as raparigas e o azul para os rapazes?

A cor rosa está associada ao sexo feminino e dificilmente iremos ver um garoto com roupa dessa cor, uma vez que o tom de vestuário dos rapazes é azul ou celeste.

Mas desde quando é que foi estabelecido que as cores do vestuário deviam ser assim para os dois sexos?

A maioria dos pais começa a comprar e a receber como prenda roupas de bebé antes destes nascerem. E, graças às ecografias modernas é possível saber se rapaz ou rapariga com bastante antecedência.

Até inícios do século XX os pais vestiam rapazes e raparigas de branco durante os seus primeiros anos de vida. Usava-se até a mesma roupa, não importando o sexo, pelo que não era de estranhar ver um bebé do sexo masculino com um vestido branco.

Com o passar do tempo os fabricantes de roupa descobriram que podiam vender mais se existissem cores e vestuário diferentes para raparigas e rapazes, tendo começado a fabricar roupa para bebés de diferentes cores.

Em 1927 a revista Time publicou um esquema de cores sugeridos pelas lojas de roupa para criança. O rosa seria para os rapazes e o azul para as raparigas. Desta forma, esperava-se que os pais não reutilizassem o vestuário dos rapazes para as raparigas e vice-versa.

rosa para raparigasQuando chegou a década de quarenta, os criadores e fabricantes de roupa deram volta ao esquema de cores, tendo associado o rosa às raparigas e o azul aos rapazes. E foi assim que nos anos seguintes os ícones da moda feminina apareceram com vestidos cor-de-rosa como foi o caso de Jackie Kennedy Onassis e Marilyn Monroe.

O marketing e a possibilidade de saber logo qual era o sexo das crianças fez com que a indústria de vestuário infantil aproveitasse esta relação entre sexo e cores para vender mais, uma vez que um rapaz vestido de rosa (não importa a idade) tinha uma conotação cultural negativa que se começou a tornar mais mercante na década de 1980.

Os pais viram-se assim obrigados a comprar roupa nova se tivessem um rapaz e depois uma rapariga e vice-versa, o que fez aumentar as vendas de vestuário com esta manobra de marketing.

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